7262-1524x940 Acessibilidade digital: como produzir conteúdo para todos os públicos

Saiba que, só no Brasil, segundo a última pesquisa do IBGE, existem cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Enquadram-se nesse número pessoas com mobilidade reduzida e deficiências físicas, pessoas surdas ou com audição reduzida, pessoas cegas, com baixa visão e, inclusive, os daltônicos. Além de, é claro, indivíduos com deficiências intelectuais e cognitivas.

Bom, você já parou para se perguntar como um cego consome o conteúdo que é produzido para o seu site? Ou como um surdo que se comunica em Libras compreende um vídeo que você postou em suas redes sociais? Muito provavelmente, isso nunca passou na sua cabeça e é justamente por isso produzimos essa matéria.

Leia e aprenda sobre acessibilidade digital!

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Mas afinal, o que é acessibilidade digital?

O conceito de acessibilidade se define no direito e na facilidade de todas as pessoas poderem usufruir de atividades, serviços, produtos e conteúdos disponíveis na sociedade sem nenhum tipo de impeditivo, independendo de possíveis limitações físicas, sociais, culturais, entre outros.

Portanto, a acessibilidade digital engloba todas essas diretrizes somadas à questão digital. Os usuários devem ter o máximo de experiência com o mínimo de interferência externa.

Por exemplo, se existem usuários com dificuldades visuais, os desenvolvedores de site precisam criar ferramentas e saídas para que esse grupo consiga usufruir ao máximo dos serviços oferecidos pela plataforma, da mesma forma que outros usuários o fazem.

Você sabe o que são tecnologias assistivas?

Na prática, as tecnologias assistivas são utilizadas por pessoas com deficiência como auxílio para realizarem determinadas tarefas. Elas vão desde as mais simples até aquelas mais complexas, inclusive imersas no universo digital.

Pessoas cegas, por exemplo, utilizam softwares de leitura que “narram” o conteúdo da página para facilitar o seu entendimento. Já os surdos, que utilizam Libras como seu primeiro idioma, geralmente possuem dificuldade de compreender o português.

Por isso, é muito importante que o conteúdo também esteja disponível na língua de sinais, por meio de avatares baseados em inteligência artificial ou por intérpretes humanos. Já pessoas que possuem limitações motores severas, como os tetraplégicos, navegam utilizando a boca, os olhos ou a partir de comandos de voz.

Agora, vamos nos colocar no lugar dessas pessoas. Imagina o quão grande é a dificuldade delas ao se deparar com a realidade de que apenas 5% das páginas da web brasileira são acessíveis e adaptadas às suas deficiências? Deve ser horrível, não é mesmo? Comprar online, estudar, paquerar e ler posts em um blog são tarefas praticamente inviáveis para a maioria dessas pessoas com deficiência.

Isso acontece, principalmente, porque a maioria dos idealizadores dos sites não considera essa grande parcela da população como persona em seus projetos.

Como criar conteúdo acessível?

E que tal começar a mudar essa realidade? Existem uma série de ações simples que podem ajudar a deixar o seu conteúdo informativo mais fácil de ser interpretado pelas tecnologias citadas acima. Confira algumas dicas:

  • Escreva na ordem direta

Escrever na ordem direta auxilia a interpretação dos avatares de Libras e, principalmente, a compreensão por parte das pessoas que possuem dislexia, por exemplo.

  • Evite figuras de linguagem

Procure escrever da forma mais simples possível. O uso de figuras de linguagem, como, por exemplo, “passei a manhã preso no trânsito”, torna difícil a interpretação dos avatares e podem afligir pessoas com autismo.

  • Descreva as imagens informativas

A descrição é essencial para a navegação de cegos. Sejam mapas, fotos, tabelas, ilustrações, gifs e outros conteúdos que você disponibilizar. Dessa forma, os softwares de leitura citados anteriormente podem possibilitar o entendimento dessas pessoas.

  • Se atente ao criar conteúdos em vídeo

Ao disponibilizar conteúdos audiovisuais, lembre-se de: inserir legendas, Libras e audiodescrição (essencial para que cegos tenham acesso ao conteúdo que é falado no material).

  • Cuidados com podcasts

Caso disponibilize podcasts, lembre-se de disponibilizar a transcrição para surdos (para aqueles que compreendem o português) e Libras a partir da transcrição (para os que só se comunicam por sinais). Cuidado também com a altura do som das vinhetas, já que podem gerar transtornos a autistas.

Viu como ações simples podem facilitar (e muito!) o entendimento do seu conteúdo por parte de pessoas com deficiência? Que tal começar agora mesmo? A mudança pela inclusão pode começar por você!