Por-que-as-empresas-devem-investir-no-mobile-1524x1017 Por que as empresas devem investir no mobile?

Estudos apontam, já há algum tempo,  que as pessoas estão usando cada vez mais os smartphones para fazer conexão com a internet, seja para trabalhar, estudar ou para se entreter. Se o universo está na palma da mão por meio de um celular, por que não aproveitar? A onda do mobile só vai aumentar!

Essa tendência aponta que as empresas devem ficar atentas a essa realidade, tornando seus sites mais responsivos para o uso no mobile, proporcionando uma boa experiência para o usuário, no mínimo se quiserem estar correndo lado a lado com os lobos da concorrência.

Desde que o mobile first mudou a forma do Google indexar as páginas e também de classificar os resultados, em junho de 2018, a experiência mobile deve ser a primeira a ser observada nas estratégias de marketing digital.

Vamos conhecer os números e estudos que confirmam que o mobile continua em pleno crescimento.

Mobile deixou de ser tendência, é fato!

Para se ter ideia, a  29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), divulgada em janeiro deste ano, apontou que o Brasil já tem mais de 1 smartphone por habitante.

Pela perspectiva da pesquisa, até maio deste ano, o país já teria 306 milhões de dispositivos portáteis em uso, incluindo tablets e notebooks. Ou seja, mais aplicativos móveis que habitantes, considerando que pelos dados divulgados pelo IBGE no ano passado, o Brasil tinha uma população de 208 milhões de pessoas.

Além disso, segundo o mesmo estudo da FGV, 70% dos aparelhos utilizados para fazer conexão com a internet são os smartphones. Já pelos dados do Digitalks 2018, esse número chegou a 80%.

Outro dado importante divulgado também em janeiro deste ano, está apontado no relatório Estado de Serviços Móveis, elaborado pela consultoria App Annie, considerado um dos mais completos do mundo: o brasileiro tem passado mais de 3 horas por dia usando aplicativos no celular, um número que revela um aumento de 50% em relação ao mesmo relatório elaborado em 2016.

Já em outro estudo, do Data Report, os brasileiros ficam em média, 9,29 minutos usando a internet por meio de diversos dispositivos.

Facilidades tecnológicas

A preferência pela conexão pelo smartphone tem algumas explicações, além da liberdade de estar conectado com o mundo em qualquer lugar ou momento.

Algumas tecnologias dos celulares são extremamente atrativas para as gerações Millenials e Z, como os apps de serviços sob demanda que determinam localização, de caronas (Uber e 99) ou alimentação (I-Food e Uber Eats).

Somado a isso tem as facilidades do comércio mobile, que integra gateways de pagamento com criptografia segura e entregas eficientes.

São facilidades que essas gerações estão acostumadas e não abrem mão.

Além disso, a Inteligência Artificial e o Machine Learning (Aprendizado de Máquina) também tornam o uso dos smartphones praticamente uma cultura. Para isso, basta citar as assistentes virtuais, como a Siri, para os dispositivos IOs, ou mesmo a Bia, do Bradesco.

O aprendizado de máquina permite respostas cada vez mais precisas porque a tecnologia já prevê mais conhecimentos adquiridos com as interações entre homem-máquina, com coletas de dados em tempo real. Com isso os dispositivos aprendem sozinhos e são capazes de respostas rápidas, requisito primordial para as gerações Millenials e Z.

O Machine Learning também empoderou os mecanismos de busca com o uso da voz, facilidades como poder encontrar o melhor percurso quando se está dirigindo ou para encontrar respostas para outras questões quando não se tem tempo a perder digitando um texto.

A geração selfie não cansa de usar as câmeras dos smartphones para fazer vídeos, daí explica-se o boom dos youtubers, ou tirar fotos com qualidade e precisão em qualquer cenário, na hora que quiser, basta “sacar” o celular.

Os celulares se transformaram em verdadeiros “megafones” para dar voz a qualquer causa, em qualquer parte do mundo.

Aplicativos vão se beneficiar com essa realidade mobile?

No mesmo relatório do App Annie, os apps móveis somaram quase 200 bilhões de downloads só em 2018 no mundo. Isso pode parecer uma cenário de sonho para as empresas desenvolvedoras de aplicativos. Mas será?

É de se esperar que desenvolver aplicativos pode ser bastante promissor neste cenário da realidade mobile, porém, existem alguns pontos que as empresas de apps podem considerar desvantajosos:

  • Custo para criação dos aplicativos é alto e pode não render o retorno esperado;
  • Dificuldade para induzir o usuário a baixar o aplicativo;
  • Desinstalação de apps pelos usuários também é grande, motivadas por problemas com conexão da internet, pouca usabilidade do app e até falta de espaço no aparelho.

Por isso, um estudo do WebJump, divulgado no Market Place 2018, revelou que 20% das empresas que têm apps pretendem  abandonar a ferramenta até 2020.

Mas para as empresas que querem aproveitar essa imensa fatia de pessoas que estão usando a internet pelo celular, além de utilizar um aplicativo, outra solução mais vantajosa pode ser o Progressive Web Apps, do Google, que é semelhante a um app, mas não precisa instalar.

Essa tecnologia investe na experiência do usuário, por exemplo, é seguro pois só navega em https, se adapta a qualquer tela, é responsivo e funciona off line, porque armazena as informações em cache.

Algumas empresas importantes também são usuárias do PWA, como o Uber, Tinder e Pinterest, que são sites bastante responsivos e ocupam pouco espaço em um celular. Com o PWA os sites podem carregar 15% mais rápido.

Assim, as empresas que querem mais engajamento não têm desculpas para não investir no mobile. Deve-se pensar que já há um crescimento na estatística que aponta que é pelo celular que as pessoas se conectam, então é sempre interessante para qualquer empresa pensar nas preferências de seu usuário para sair à frente da concorrência.

Como anda o mobile na sua estratégia de marketing digital?